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PF faz operação contra crimes pela web em sete estados
Editoria: Comitê Gestor da Internet
14/Mai/2008 - 11:23
Foram cumpridos 27 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão. Grupo teria feito mais de 200 vítimas e fraudes teriam atingido R$ 500 mil por mês.

A Polícia Federal realizou, nesta terça-feira (13), a Operação Cardume buscar, contra um grupo especializado em crimes pela internet. Segundo a assessoria de imprensa da PF, foram cumpridos 27 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Sergipe. A estimativa é de que a quadrilha fez mais de 200 vítimas e que as fraudes tenham atingido cerca de R$ 500 mil, por mês.

A polícia informa que os criminosos conseguiam obter senhas bancárias por meio de programas que capturam os dados digitados por usuários de sistemas de home banking. Com essas informações, eles faziam transferências para contas de "laranjas", efetuavam compras pela internet e pagamentos de contas.

Participaram da operação 215 policiais federais. As investigações começaram no ano passado, depois da Operação Navegantes, que resultou na prisão de 15 hackers e "laranjas", que emprestavam contas correntes para onde o dinheiro era enviado antes de ser sacado.

Os suspeitos podem responder por furto qualificado, formação de quadrilha, interceptação informática não autorizada e receptação.

Golpe Para desviar dinheiro, a organização criminosa utilizava um golpe conhecido como phishing scam. Para colocá-lo em prática, spammers enviam mensagens para milhares de usuários, sugerindo que eles cliquem nos arquivos em anexo ou visitem um endereço na internet (geralmente, essas páginas já infectadas). Quando o internauta segue a dica, acaba baixando involuntariamente em seu computador programas maliciosos que podem tornar a máquina vulnerável ou roubar dados pessoais do usuário, por exemplo.

Os criminosos da Operação Cardume usavam softwares para obter senhas bancárias dos internautas. Com essas informações, eles conseguiam realizar transferências para a conta dos “laranjas” e também efetuar compras pela internet -- eles faziam inclusive o pagamento de impostos como o IPVA para terceiros.

Esse tipo de golpe pode ser evitado se o internauta não seguir as instruções de e-mails enviados por desconhecidos. Clique aqui para conhecer outras dicas de proteção.



Fonte: G1
 

 

 
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